Elma,
mais calma já estava até entrando no clima da competição, tanto era a euforia
de alguns passageiros.
Passamos
de novo em frente ao 3o. RI onde embarcaram vários recrutas retardatários,
alguns, já meus conhecidos. Estranharam
a velocidade do bonde, quando surgiu na curva da Venda da Cruz, e a parada
deslizante das rodas sobre os trilhos em frente ao quartel, mal dando tempo
daqueles jovens se agarrarem aos
estribos. Mais adiante ficaram logo
sabendo do duelo entre os bondes das duas vias que cortavam a cidade.
Aliviados
do dever cumprido de terem se apresentado ao serviço da pátria, e
emocionalmente engajados naquela corrida maluca, junto com os outros
passageiros, resolveram comemorar aquele dia participando ativamente daquele
duelo até ao fim e me convenceram também a fazer o mesmo.
Em
nosso bairro, Elma desembarcou e me beijou na boca. Como tudo era festa, foi
aplaudida entusiasticamente por aquela turba alegre. Levemente ruborizada ainda
teve tempo de me dar um adeusinho.
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